Caminhei
Desde a mais antiga Era
Habitei esta esfera
E assim como uma fera
Por uma presa ansiei
Sozinho
Destruído e exilado
Conheci um passado
Que nunca lhes foi falado
Onde havia dor e espinho
Escuridão
Onde encontrei abrigo
E me tornei amigo
Dos que compartilhavam comigo
Sua maldição
Perdurou
A minha sina, eterna...
Mas enfim quis sair da caverna
E mesmo os grilhões à perna
Não detiveram este que escapou
Enfim
Andei por entre as criaturas
Com as minhas vestes escuras
E deles conheci as amarguras
Assim como conheceram a mim
Amado
E por muitos também ferido
Malditos os que tenham conhecido
A mais pura essência do desconhecido
Pois que agora lhes seja revelado
Lamento
Se hoje venho lhes falar
Mas em mim não existe o amar
Pois à Criação me faz odiar
Este meu coração cinzento
Sou
A Sombra que espreita
O que nas Trevas se deleita
Minha revanche está quase feita
Sou Anjo que nunca chorou...

MUITO BOA MESMO!!!!
ResponderExcluirDepois de algumas adversidades vc voltou com tudo!
Essa melancolia de suas poesias são, digamos..., atraentes!
Até eu gostaria de sentir um pouco ela. Mas só um pouco!
Falando sério agora: Você se superou nesse poema. Diferentemente do anterior, esse sim está além do que você já apresentou! Além disso, eu me envolvi de maneira incômoda. E isso, só Augusto dos Anjos conseguiu fazer comigo!
Parabéns!!!