O vento abraça meu corpo
Meus olhos jazem fechados
Trancados
Um feixe de luz recai sobre mim
E as aves cantam em meu funeral
Fatal
O mar investe contra as rochas
Lá embaixo, ele me deseja
Sim, almeja
Este chão não terá o meu corpo
Nem os vermes terrestres
Serão os mestres
Estou caindo... Me aproximo
De encontro às pedras, duras
Esculturas
Sejam meu túmulo e digam
A quem as vier procurar:
"Sobre o mar
Tombou um miserável..."

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