terça-feira, 25 de janeiro de 2011

ÁGUAS FÚNEBRES






O vento abraça meu corpo
Meus olhos jazem fechados
Trancados


Um feixe de luz recai sobre mim
E as aves cantam em meu funeral
Fatal


O mar investe contra as rochas
Lá embaixo, ele me deseja
Sim, almeja


Este chão não terá o meu corpo
Nem os vermes terrestres
Serão os mestres


Estou caindo... Me aproximo
De encontro às pedras, duras
Esculturas


Sejam meu túmulo e digam
A quem as vier procurar:
"Sobre o mar


Tombou um miserável..."



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