sexta-feira, 13 de maio de 2011

AMOR...




Que mal fiz eu aos céus
Para ser amaldiçoado com a praga do amor
Que me dilacera a alma
E me joga em dissabor?

És tão divino, ó amor
Por que então me fazes definhar
Enquanto todos estão em júbilo
E vivem a festejar?

É bem verdade que és dádiva para uns
Mas para outros, maldição...

És injusto, cruel, maléfico
E sei que não me escolheste

Meu coração está estragado
Quebrado em mil pedaços
Eu apenas soube amar
Mas nunca fui amado

Então consuma de uma vez o teu desejo: mate-me
Acabe com esta agonia que não aguento mais
Já não me feriste o bastante?

Maldito sejas, ó amor. Eu o renego
És meu inimigo e me derrotaste por eterno
Mas esteja certo: nos veremos no inferno!




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