quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

LEPRA SOCIAL




Outrora foram eles pelos povos rejeitados
Sua maldição podiam facilmente espalhar
Perdidos em suas misérias, calados...
Pois o fio de suas vidas esperava-se logo cortar


Oh lepra que hoje me revestes
Feridas na carne não mais produz
É doença da alma, flagelo e peste
Que torna a solidão pesada cruz


O isolamento a que é submetido
O detentor desta marca maldita
Sinal de Caim, espírito perdido
O consumar das cinzas incita


O temor do contágio afasta os sãos em distância
Se regozijam em ver o moribundo em condenação
Sob falso júri, perversos semeadores da ignorância
Especulam levianamente com punhais em meu coração



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