quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
NADA ALÉM DO NADA
Nada além do nada
Como as cinzas que me revestem
Nada além do nada
Como as almas que se entristecem
O tudo me tornou mudo
Quando a ela levou embora
O tudo que compõe meu escudo
É como a etérea luz da Aurora
Nada além do nada
É a brisa que sopra constante
Nada além do nada
É o frio de seu feitiço cortante
O tudo que era tudo
Forte como um grande monte
O tudo que não mais estudo
A sede fez-me secar a fonte
Tua ausência
Minha decadência...
Tudo e nada
Nas profundezas amargas
Buscando resistir às cargas
Nada e tudo
Matei meus anjos de virtude
Cultivei demônios em magnitude
Pois nada além do nada
Foi o que me deixaste
Nada além do nada
Foi o que me tornaste...
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